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Destaque: o MAR

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mar 27 2013
Ainda em projeto, a ideia do MAR, agora realizada.

Sensação na cidade desde sua inauguração, o Museu de Arte do Rio – ou simplesmente “MAR” como todos o conhecem – chama a atenção por vários aspectos, dentre eles, sua arquitetura.

Concebido da junção de um edifício modernista – a antiga rodoviária da cidade – e o chamado Palacete Dom João VI – bem tombado e de estilo eclético – é interligado por uma passarela e por um telhado que é o destaque que todos querem conhecer: inicialmente tratava-se de uma cobertura reta, em concreto, sem grandes detalhes. Mas era “modernista demais” segundo um dos autores do trabalho, o arquiteto Thiago Jacobsen. Daí Thiago resolveu “movimentar” o que estava parado e deu um significado muito maior ao nome do museu: uma laje ondulada, como ondas “no mar”, surgiu e fez bonito no último andar do complexo.

Detalhe da construção da "onda" que recobre parte dos prédios.

É bom que se diga que o trabalho de retrofit realizado pelo escritório brasileiro (e carioca) de arquitetura Bernardes + Jacobsen, que venceu o concurso de ideias e as executou de modo muito sereno, põe em uso dois prédios significativos para a cidade, pois que localizados à zona portuária, local onde se concentram diversas obras de revitalização tendo em vista o reaproveitamento da região, que deve iniciar-se na recepção dos turistas que virão ao Rio por ocasião da Copa do Mundo de 2014. Resignificados e novamente em destaque, sua articulação foi das mais interessantes.

O novo complexo cultural da cidade tem uma proposta diferente de um museu clássico: a chamada “Escola do Olhar” pretende formar professores e alunos a partir da conjugação de arte e educação e terá como sede o prédio da antiga rodoviária. No Palacete Dom João VI, serão oito salas de exposição distribuídas em seus quatro andares. No total, são 15 mil metros quadrados, sendo 2.400 de área expositiva. Para acessar o palacete, o público tem obrigatoriamente que entrar no complexo pela escola. Por meio de um elevador, os visitantes chegam ao último andar, onde encontram uma passarela que dá acesso ao prédio expositivo. As mostras, então, podem vistas de cima para baixo, do terceiro andar ao térreo.