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Envelope de vidro, concreto e aço

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ago 03 2015

Inspirada nas videiras, casa tem traçado inovador

Aqui não há obstáculo que se sobreponha à expertise e à união entre a arquitetura e a engenharia civil. Diante de um desafio pra lá de instigante, os autores da Rebberg Dielsdorf House ergueram uma estrutura que mais parece uma obra de arte de concreto, vidro e aço em um terreno íngreme, localizado em Zurique, na Suíça.

A L3P Architects projetou uma casa inovadora, na qual se funde o que é externo e interno, e o que é estrutural invade o design de interiores. “A residência foi inspirada em seu próprio entorno: as videiras. Inclinação, plataformas, paredes de apoio, janelas, tudo remete ao tronco e às frutas de uma videira”, explica Boris Egli, arquiteto que assina o projeto.

Embora seja uma construção que difere em muito do convencional, há todos os luxos e confortos que a vida moderna exige. “Ela foi desenvolvida de dentro para fora. A fatia vertical central é o elemento de suporte, e os deslocamentos de lajes permitem que a casa cresça em profundidade”, diz o engenheiro Urs Oberli.

Após se encantar com a fachada, em concreto cru e grandes panos de vidros, formando um “envelope”, o visitante percebe que nesta casa há muito a ser apreciado, mas não pelo excesso, e, sim, pela maestria em unir o lado de dentro e o de fora. Paredes, teto, piso e até estante fazem parte da estrutura, que se completa por móveis de marcenaria, tudo colocado de forma a contemplar o desenho de uma videira.

O acesso se dá pela garagem subterrânea. E, a partir daí é possível enveredar por belas paisagens que surgem a cada plataforma individual. De repente, acima de uma escada, almofadas conferem o conforto a um recanto aconchegante, no qual a vista por si só já deslumbra. Há uma sequência de diferentes vistas, mas todas com seu charme e ângulo perfeito: sala de jantar, cozinha, sala de leitura, escritório, quartos e, inclusive um quarto duplo que possui sala de banho. Aqui, o mobiliário apenas se configura como pinceladas de cores vibrantes e atende ao quesito conforto, mas sem disputar a primazia com a arquitetura.

Soluções inteligentes permeiam todo o projeto. Vários níveis e ambientes são ligados por corredores estreitos e escadarias, caminho encontrado pelos autores para aproveitarem ao máximo cada espaço. E a luz natural invade sem pedir licença por entre as generosas janelas de vidro que vão do teto ao chão. Já o projeto de iluminação, que ficou a cargo de Thomas Schock, recebeu LEDs distribuídos de forma vertical e linear.

No entorno da casa, o paisagismo de Nils Lüpke concebeu ao verde o concreto. Dessa forma, as pedras feitas com o concreto utilizado na construção parecem flutuar em meio ao gramado. Há também cerejeiras provocando áreas de sombra e inserindo suavidade à sisudez do concreto.

 

Fonte: CasaVogue