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‘Hygge’, o estilo do bem viver!

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dez 22 2017

Normalmente associada à TV e a sofás confortáveis, a sala da família – ou ‘family room‘ – que andou muito em voga por aqui, já era um prenúncio do estilo “Hygge“.

De tanta novidade que se apresenta na decoração e no design de interiores, sempre há que inventar mais uma: e a última até que não é “má ideia”. Trata-se do estilo “Hygge” que, segundo os caçadores de tendências, é um estilo que vem da Noruega, país apontado como “o mais feliz do mundo”, segundo relatório anual da ONU do ano passado – o Brasil fica em 22º neste ranking, só para que a gente entenda como vamos…

Preparar a mesa para receber os amigos? Sim! É claro!

E note bem: estamos falando de um estilo de vida, não apenas de um estilo em decoração, mas como a casa é quase que o centro do mundo para quem segue este estilo, quase que uma coisa se confunde com outra. O fato é que os ingleses ficaram sabendo da coisa e daí ela saiu do norte da Europa e viajou mundo afora: desde que o mundo é mundo, praticamente TUDO que faz sucesso parece ter que passar pela “chancela” dos súditos da rainha e neste caso não está sendo diferente. O termo se espalhou pelo Reino Unido em 2016 como uma tendência depois da publicação de vários livros sobre o assunto. Uma das autoras de um desses livros, Helen Russell, exemplifica o estilo da seguinte maneira: “Passar um tempo curtindo um aconchego com amigos e família, tomando uma cerveja ou um café com bolo, pode ser bom para a alma!”, e a partir dessa coisa básica vamos elencar
cinco pontos que facilitam o entendimento sobre o que é este novo ‘lifestyle‘ que chega aos interiores com força!

1 – Ambientes acolhedores

Nada de espaços amplos e frios! Se sua casa é ‘Hygge‘, os ambientes são confortáveis, gostosos de se estar, acolhedores, “abraçam” quem chega como um bom ninho o faz.

2 – Convide os amigos

 

Se a casa é uma agradável, chame seus amigos para dividir bons momentos com eles! É tão bom pode receber com bom gosto, estilo e conforto aqueles que amamos, não é? Claro que vale para toda a família!

3 – Perca o medo e… cozinhe!

Você não precisa ser um verdadeiro ‘Chef de Cuisine‘ para criar um prato exclusivo, que “só você faz”: pode ser desde um arroz de forno que mistura tudo que se tem em casa, até aquela pizza gostosa só porque você deu seu “toque especial”. Não pense que vai fazer feio e arrisque-se: o máximo que pode acontecer – e para isso todo mundo deve estar avisado – é ter que usar o telefone para se pedir um petisco no bar mais próximo…

4 – Use “a prata da casa”

Não deixe de lado seus “tesouros”: colchas do tempo da vovó, escrivaninhas de um tio advogado…

Não deixe de lado seus “tesouros”: colchas do tempo da vovó, escrivaninhas de um tio advogado… Ou seja: não esconda a prataria da vovó, nem a linda louça que você ganhou de uma tia: use tudo! Misture o popular com o clássico, o contemporâneo com o luxuoso, vá em frente e coloque as belezas para fora e não tema: o prazer de saborear uma boa comida num prato que só tem na sua casa é único e inesquecível! E não é só isso: tenha o hábito de guardar uma peça ou outra de valor afetivo e mostre para seus amigos. Pode ser uma colcha antiga em crochê, um murano que nem é tão bonito, mas que sua mãe ganhou de presente de casamento, uma poltrona que pertenceu ao seu avô paterno. As coisas também valem pela sua história.

5 – E, o que a gente pode considerar “a cereja do bolo”: curta um tempo só seu…


A coisa mais rara no mundo atual: tempo. Mais ou menos abonados, as pessoas padecem da falta de tempo para tudo: para comer, para ler, para fazer um curso ou praticar um esporte, para assistir a um filme ou um programa de TV que gostam, para estarem com amigos e familiares ou simplesmente para fazer nada. Ter um tempo para si mesmo é um dos maiores luxos dos dias de hoje e quem não tem, sabe disso. Portanto, busque, com todas as forças, um jeito de ter um tempo só seu. Isso também faz parte do estilo ‘Hygge‘ e de qualquer estilo de bem viver que exista no mundo. Aliás, nem precisava fazer parte de estilo algum: bastava que o bom senso prevalecesse na sociedade e todos saberíamos que as pessoas precisam de tempo para si mesmas. E tanto as casas, quanto as escolas, empregos, trabalhos, estágios, tudo seria construído ou funcionaria em respeito a esta necessidade básica. Mas, enquanto isso não acontece, siga o estilo!