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Pixels

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ago 18 2014
Fundamentais no relacionamento homem máquina, os pixels nasceram como pequenos quadradinhos coloridos que podem formar imagens nas telas, como no desenho quadriculado.
Fundamentais no relacionamento homem máquina, os pixels nasceram como pequenos quadradinhos coloridos que podem formar imagens nas telas, como no desenho quadriculado.

Um dos elementos mais interessantes e diferentes de nosso “mundo real” que passamos a lidar diariamente – principalmente sem perceber – desde que começamos a usar de forma vigorosa micro computadores e seus “derivados” tais como máquinas fotográficas digitais, celulares, notebooks e um vasto etc., foram as pequeninas partículas que formam as imagens com as quais nos “relacionamos” deste então: estamos falando dos pixels, conceituados corriqueiramente como “o menor elemento num dispositivo de exibição – por exemplo, um monitor – ao qual é possível se atribuir uma cor. Ou seja, o menor ponto que forma uma imagem digital.”

Esta grande torneira que jorra "pixels", "apareceu" na Mercer Street, em Nova York, sem autoria.
Esta grande torneira que jorra “pixels”, “apareceu” na Mercer Street, em Nova York, sem autoria.

Mas como podemos atribuir ao fim da década de 70 do século passado a nossa “imersão”, por assim dizer, no mundo da informática, já temos aí uma “história” com os pixels de mais de 30 anos. E, neste período, não houve quem não começasse a os perceber e também às maravilhas que fazem – ou que nos trazem. Atualmente já é comum percebermos que uma tela com maior quantidade de pixels é superior em desempenho visual que uma com menor quantidade. Enfim, a noção que já temos no dia a dia avançou muito, em muitas direções, inclusive nas artes, na moda e, também é claro, no design, na arquitetura e na decoração.

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Não foram apenas os artistas virtuais (ou digitais) que apresentam suas obras em monitores que lidam com os pixels: artistas plásticos de todas os suportes (pintores, escultores, desenhistas, ceramistas…), e de todas as vertentes já lidam com eles como um “objeto”, ainda que impalpável. Na moda, utilizar pequenos quadradinhos como estampa, pequena ou grande, deformada ou em seu “shape” próprio, é muito comum. Os designers partiram em busca da forma, da “transformação” do que é virtual em palpável, e vários objetos de design já se utilizam deles como “componentes”.

Projetado pelo escritório de arquitetura de Thomas Heatherwick, o hotel "Sheung Wan", em Hong kong, é um dos exemplos mais facilmente identificáveis da utilização da forma dos pixels em construções.
Projetado pelo escritório de arquitetura de Thomas Heatherwick, o hotel “Sheung Wan”, em Hong kong, é um dos exemplos mais facilmente identificáveis da utilização da forma dos pixels em construções.

Daí que, na arquitetura e nos interiores, também foi muito fácil pensar neles como “objetos”. Construções modulares se aproveitaram do conceito para serem criadas. O design de superfície nos trouxe inúmeros padrões “em pixels” para papeis de parede, tapetes, tecidos para revestimento, etc. Como um dos seus atributos principais é a COR, foi fácil perceber o conceito e como torná-lo utilizável nestes campos do conhecimento.

A estampa de pixels já foi utilizada em diversos tecidos para moda e decoração.
A estampa de pixels já foi utilizada em diversos tecidos para moda e decoração.

E então viemos convivendo com “o sr. pixel” (ou seu conjunto), de modo muito descontraído. Saído de pequenas e grandes telas para nosso dia a dia, cremos que foi um encontro dos mais felizes.

Um home theater "revestido" de pixels: arquitetura ou design?
Um home theater “revestido” de pixels: arquitetura ou design?